O Departamento de Relações Internacionais da UniFacens, DRI UniFacens, dá as boas-vindas ao 2ºsemestre de 2026 reforçando sua missão de ampliar olhares, promover o intercâmbio de conhecimentos e aproximar a comunidade acadêmica de diferentes culturas e perspectivas do mundo. E, desta vez, o foco é a África!
África: o berço da humanidade, um vasto e rico continente
A África, em termos históricos e humanos, é o continente considerado o berço da humanidade e das civilizações mais longevas. Isso mesmo, a África, não é um país, é um vasto e rico continente que abriga 54 países oficialmente reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O terceiro maior continente do mundo, atrás apenas da Ásia e das Américas, respectivamente, a África é berço de grandes civilizações e impérios, como o Egípcio, e de importantes contribuições para a humanidade em diversas áreas do conhecimento, incluindo campos presentes na UniFacens, como Saúde, Engenharia e Arquitetura e Urbanismo.
Confira alguns exemplos pelos quais devemos reconhecimento e gratidão aos povos africanos:
Na saúde
- Cirurgia e anatomia: Os africanos praticavam tratamentos de fraturas, suturas de ferimentos e conhecimentos avançados do corpo humano.
- Práticas de Higiene e Parto: Povos tradicionais africanos desenvolviam métodos avançados de assepsia, cirurgias locais e cuidados obstétricos que surpreenderam colonizadores europeus.
- Papiros médicos: Textos como o Papiro de Edwin Smith e o Papiro de Ebers registraram diagnósticos detalhados e centenas de remédios à base de ervas.
- Mumificação: O processo exigia profundo conhecimento de química, preservação de tecidos e noções de anatomia interna.
- Medicina Preventiva e Holística: A visão de saúde integrava o bem-estar físico, espiritual e comunitário, antecipando os africanos conceitos modernos de saúde pública e cuidado integrativo.
Na Engenharia
- Sistemas de Irrigação: Canais e barragens no vale do Nilo e em outras bacias demonstravam cálculos empíricos precisos para o manejo agrícola e controle de cheias.
- Geometria aplicada: Uso do sistema de cúbitos para medir terras e alinhar monumentos com precisão astronômica e matemática.
- Dinâmica de transporte: Técnicas complexas para mover blocos massivos de pedra por via fluvial e terrestre.
- Domínio do Ferro e Aço: Metalurgistas africanos (como na região dos Grandes Lagos e na África Ocidental) produziam aço em fornos de alta temperatura séculos antes da Europa industrial, aplicando ligas sofisticadas.
- Técnicas de Mineração: Especialistas trazidos ao Brasil detinham profundo conhecimento de escavação, escoramento e sustentação de estruturas em minas (como em Ouro Preto).
Arquitetura e Urbanismo
- Conforto Térmico Natural: Edificações desenhadas com materiais locais — como terra batida, palha e pedra — priorizavam a ventilação cruzada e o resfriamento passivo sem uso de energia.
- Cidades Planejadas: Exemplos históricos como o Grande Zimbábue e as cidades-estado Suaíli mostram grande complexidade urbana, muralhas monumentais e integração com a paisagem.
- Bioconstrução Sustentável: O uso de terra crua e tijolos de barro reduz o impacto ambiental e serve de inspiração para a arquitetura ecológica contemporânea.
África, de onde viemos — sim, todos nós!
O continente africano é reconhecido como o berço da humanidade, onde surgiram os primeiros ancestrais da nossa espécie. Sua influência, porém, vai muito além das nossas origens: está presente na formação de povos, culturas, conhecimentos e sociedades ao redor do mundo.
Essa conexão também pode ser percebida na história da Península Ibérica, marcada por séculos de presença e influência de povos muçulmanos do Norte da África, especialmente os mouros. E há ainda um princípio de origem africana que dialoga diretamente com um valor muito presente na UniFacens: o Ubuntu — “Sou porque somos”, uma filosofia que valoriza a coletividade, a interdependência e a construção conjunta.
No Brasil, a contribuição dos povos africanos foi fundamental para a formação econômica, social e cultural do país. Milhões de pessoas trazidas de diferentes regiões e grupos, como bantos, iorubás (nagôs), jejes e hauçás, contribuíram com conhecimentos, técnicas, tradições, manifestações culturais e formas de organização que ajudaram a construir o Brasil.
Reconhecer essa herança é também reconhecer a importância da diversidade que nos constitui. Afinal, muito do que somos como sociedade brasileira carrega a marca, a resistência, a criatividade e os saberes dos povos africanos e de seus descendentes.
Para nutrir ainda mais novos olhares sobre África, convidamos toda comunidade acadêmica para visitar a exposição DRI em parceira com a biblioteca: África: A humanidade que nos conecta, a África que nos origina. De 20/08 a 20/10, no pátio do Prédio C.
E para mais conhecimento de mundo ou conhecer os programas e oportunidades internacionais da UniFacens, siga o DRI nas redes sociais (@dri_unifacens) ou venha nos visitar! Estamos no Prédio E, ao lado do Atendimento ao Aluno (Horário de atendimento: das 8h às 21h) ou agende um horário pelo e-mail [email protected].






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