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Universitários de Sorocaba (SP), BH e PA levam água potável à comunidade ribeirinha do Pará

A água para o consumo é um direito mínimo assegurado pela Constituição Federal de 1988, no Art. 6º, mas que na prática é desassistido pelo poder público, colocando em xeque a dignidade, o bem-estar e a saúde de milhões de pessoas.

Dados do Ranking do Saneamento, publicado pelo Instituto Trata Brasil, mostram essa realidade, na qual cerca de 35 milhões de pessoas vivem sem água tratado no Brasil.

Neste cenário, surgem iniciativas privadas que visam contribuir para o fornecimento de água potável para comunidades mais carentes, como o projeto Florestas Inteligentes, desenvolvido pela Facens, em parceria com as instituições Newton Paiva e Cesupa (Centro Universitário do Estado do Pará).

A ação visa engajar os alunos a criarem soluções inteligentes de alto impacto sustentável para melhorar a qualidade de vida de comunidades ribeirinhas da Amazônia.

O projeto contou com 60 alunos, divididos em 12 equipes, que participaram de um Hackathon, em maio, com atividades como seminários, masterclasses, workshops e mentorias. Foram selecionadas três equipes com ideias com maior potencial de impacto e escalabilidade, dentro das temáticas de levar água potável e energia para a comunidade da Ilha do Combú, no Pará. As equipes receberam um investimento financeiro de 3 mil reais, os protótipos foram desenvolvidos e aplicados ao longo do ano e os resultados disponibilizados no final de 2022, onde a equipe vencedora, com o maior impacto socioambiental gerado, foi premiada com 5 mil reais.

Vitor Belota, gerente de Sustentabilidade da Facens, explica que foram apurados problemas da comunidade de com 1,5 mil habitantes. “A maior demanda foi o acesso regular à energia e à água potável. O projeto vencedor, batizado de PuriFicar, além de ter sistemas de filtragem, parecido ao dos velhos e conhecidos filtros de barro, ganhou sistema ultravioleta (UVC) com ação bactericida”, comenta.

“Muitos residentes não conseguem comprar garrafões de água mineral ou têm altos custos com transporte para a compra em áreas mais distantes, como Belém ou em regiões intermediárias. Com os projetos implantados, as famílias terão uma economia mensal de mais de R$ 100”, diz Belota.

O conceito Florestas Inteligentes engloba uma série de inovações como Big Data, Banco de Dados Florestal, Sustentabilidade, Energias Renováveis, Tecnologia IoT, Inventário Florestal, Economia da Floresta, Floresta Conectada e Bionegócios. Segundo Belota, esses pilares são fundamentais para criar e implementar os projetos desenvolvidos pelos alunos das instituições.

Para Bianca Martins, aluna do MBA de Gestão de Projetos e Inovação da Facens e uma das responsáveis pelo projeto vencedor PuriFicar, um projeto como o Florestas Inteligentes é de extrema importância para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos.

“Foi possível colocar em prática nossas habilidades transversais, além de ver em funcionamento o idealizamos e projetamos. Além disso, foi um desafio multidisciplinar e interinstitucional muito gratificante, no qual tivemos a oportunidade de ter um contato imersivo em culturas e realidades diferentes da nossa vivência diária”

comenta Bianca.

O projeto vencedor capta e direciona a água do rio para uma caixa d’água, na qual ela passa por um filtro mecânico, responsável por reter as partículas de sujeira, e depois segue para o filtro de luz UVC, que tem ação germicida e sai diretamente na torneira. “Após este processo, a água já está livre de germes e bactérias e pronta para o consumo. O circuito de filtragem não utiliza produtos químicos. A lâmpada UVC é ligada no sistema de energia solar que garante o funcionamento da lâmpada além de fornecer energia extra para a residência”, explica a aluna da Facens.

A iniciativa das instituições de ensino contou com empresas patrocinadoras como Reservas Votorantim, Alcoa e Prysmian. Para multiplicar essas soluções, os três projetos implementados têm seus manuais com passo a passo detalhado disponíveis no Banco de Tecnologia Social Florestas Inteligentes, que podem ser acessados pelo site do projeto. Dessa forma, qualquer pessoa ou instituição que queira implementá-las poderão fazer de forma autônoma.

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