O PIEMP é o Programa de Iniciação ao Empreendedorismo, criado pela Chamada CNPq/MCTI/MEMP Nº 5/2026, lançada em 25 de fevereiro de 2026 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com apoio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP).
O objetivo do programa é fortalecer o empreendedorismo e a inovação dentro das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) e das Instituições de Ensino Superior (IES), envolvendo estudantes de graduação em projetos que transformam pesquisa e trabalhos acadêmicos em propostas de novos negócios com potencial de grande impacto positivo econômico e sustentável.
Para isso, o CNPq concede Bolsas de Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI) às equipes selecionadas, com recursos oriundos do MEMP. A Chamada prevê que cada instituição participante conduza o programa em três fases: a seleção interna das equipes, uma etapa de capacitação empreendedora combinada com o desenvolvimento dos projetos de negócio, e a etapa da avaliação final com divulgação de resultados, estrutura que serviu de base para a jornada construída pela UniFacens.
Foi justamente essa jornada que chegou a um novo marco no dia 31 de agosto, quando o Coworking Marcos Barão recebeu o encerramento da segunda etapa do programa na UniFacens, com a apresentação dos projetos de negócio que as equipes vêm desenvolvendo ao longo do programa, marcando a virada para uma nova fase de acompanhamento, saindo da etapa de capacitação e ingressando na etapa de validação de seus MVP.
“Para nós, como instituição, é uma honra fazer parte deste programa, ao lado de apenas outras 20 instituições selecionadas em todo o país em 2026. Estamos muito dedicados a criar as pontes necessárias, oferecer mentorias com especialistas, conectar esses projetos ao nosso ecossistema e disponibilizar a estrutura para que eles possam se desenvolver. Ao longo do programa, queremos acompanhar essa evolução de perto e, ao final, ver projetos mais maduros, com clareza sobre seus próximos passos e preparados para chegar ao mercado e gerar impacto no futuro.
— Natalia Marangão, Coordenadora do Centro de Empreendedorismo da UniFacens.
O início na UniFacens
A primeira etapa do PIEMP na UniFacens foi a chamada pública interna de seleção das equipes, prevista nas diretrizes do programa. Ao final desse processo, os seguintes projetos foram selecionados para representar a instituição, reunindo estudantes de Engenharia da Computação, Odontologia e Biomedicina, organizados em equipes de quatro integrantes, com o apoio de mentorias acadêmicas e especializadas ao longo do desenvolvimento dos projetos:
- Ágora — uma plataforma colaborativa que busca evitar que projetos e trabalhos acadêmicos sejam esquecidos após o fim das disciplinas, criando um espaço para que estudantes publiquem iniciativas, troquem conhecimento e conectem seus projetos a novas oportunidades e à empresas interessadas em soluções e talentos.
- Atípica — um projeto voltado a famílias de crianças atípicas, propondo uma plataforma que facilita o acesso a equipamentos ortopédicos infantis por meio do compartilhamento e reuso, conectando famílias, instituições de saúde e uma rede de apoio a um recurso de extrema necessidade.
- Rádio Eco Bank — nascido a partir da vivência de um estágio na área de Odontologia, o projeto propõe organizar e armazenar exames de imagem odontológicos de forma mais prática para dentistas e clínicas radiológicas, ao mesmo tempo em que cria uma solução para a coleta e reciclagem de materiais de exame hoje descartados sem destino ecológico adequado.
- RDB Futura — uma iniciativa de educação que aproxima o conteúdo teórico de sala de aula à prática, por meio de missões educacionais alinhadas à Base Nacional Comum Curricular , combinando kits físicos de experimentação com uma plataforma digital gamificada voltada a estudantes, professores e gestores do Ensino Fundamental.
- Recicla AI — um projeto voltado à separação inteligente de resíduos (plástico, metal, vidro, papel, orgânico e rejeitos), utilizando inteligência artificial na manipulaçãocorreta dos materiais e gerando dados que podem apoiar a gestão de resíduos das instituições parceiras.
A jornada de capacitação: da ideação ao pitch
Antes de avançar para a etapa de validação, as equipes participaram, no mês de julho, de uma capacitação em inglês voltada para a temática do empreendedorismo, realizada por meio da parceria entre o Instituto de Línguas da UniFacens com Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (CCBEU).
A iniciativa teve como objetivo preparar os estudantes para se comunicar com clareza sobre seus projetos em inglês, uma competência cada vez mais relevante para quem pretende validar ideias, buscar parcerias ou disputar programas de aceleração com alcance nacional e internacional.
Na sequência, as equipes passaram por um módulo de capacitação em ideação oferecido pela Wadhwani Foundation, organização global sem fins lucrativos dedicada a acelerar o desenvolvimento econômico por meio do fomento ao empreendedorismo, à qualificação profissional e à inovação.
A fundação atua com instituições de ensino em diversos países, oferecendo metodologias estruturadas que conduzem os participantes da ideação até a validação inicial de um negócio, com apoio de mentorias e conteúdos práticos sobre construção de propostas de valor, entendimento de problema reais, públicos e primeiros passos de um projeto empreendedor.
Essa etapa se encerrou em um dia de pitch, com as equipes apresentando seus projetos, detalhando o problema que cada uma busca resolver e o caminho percorrido até aqui — foi justamente esse dia, realizado no Coworking Marcos Barão, que marcou o encerramento da 2ª etapa do PIEMP na UniFacens.





“O PIEMP tem sido uma jornada muito importante para o amadurecimento da RDB Futura. Durante o programa, conseguimos estruturar melhor nossa proposta, entender nosso público e, principalmente, perceber a importância de validar a solução antes de desenvolvê-la.
A apresentação realizada junto à UniFacens foi um marco nesse processo. Os feedbacks trouxeram insights importantes, ajudaram a definir nossos próximos passos e até abriram uma oportunidade de conexão com um especialista da área.
Hoje, já estamos trabalhando em um MVP para ser testado em uma escola real. O PIEMP tem nos ajudado a transformar uma ideia em uma startup mais estruturada e preparada para o mercado.”
— Giovanni de Luca, aluno de Engenharia da Computação
Os projetos seguem em estágios distintos de maturidade, todos avançando em validações de problemas e soluções, protótipos e primeiros contatos com possíveis parceiros.
Próximos passos
Com o encerramento da 2ª etapa, as equipes dão continuidade ao acompanhamento que já vinham recebendo: o FACE — Centro de Empreendedorismo da UniFacens segue com as mentorias, apoiando os estudantes na estruturação do modelo de negócio, na validação de mercado e nos próximos passos de desenvolvimento de cada iniciativa.
Paralelamente, as equipes seguem para a Jornada Supernova, iniciativa gratuita do Sebrae, realizada em parceria com o Ministério da Educação (MEC), para fomentar negócios inovadores entre estudantes do Ensino Superior de todo o país. Ao longo de uma trilha formativa de seis semanas, com mentorias, conteúdos práticos e desafios, as equipes participantes desenvolvem habilidades em modelagem de negócio, marketing, finanças e pitch, encerrando a jornada com a apresentação de um Business Model Canvas (BMC) e de um pitch para uma banca avaliadora. Além da Jornada Supernova, as startups seguem também para a validação do MVP de cada projeto, contando com o apoio de mentores especialistas, da infraestrutura da UniFacens e de diversos parceiros como o Sebrae.
Com a capacitação já concluída e o encerramento da 2ª etapa do PIEMP, os projetos da UniFacens seguem agora para essa nova etapa de validação acompanhados de perto por professores mentores e pela equipe do FACE, sempre reforçando o compromisso da instituição em transformar iniciativas acadêmicas em soluções com potencial real de impacto.
*Texto de Vitor H E Barbosa e Évelin M Santos






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