Abóboras nas vitrines, fantasias esgotando e filas para entrar em casas mal-assombradas. Durante muito tempo, a celebração do Dia das Bruxas, o Halloween, ficou restrito às escolas de bilíngues, internacionais, de escola de idiomas e às festas temáticas, mas os números dos últimos anos mostram uma data que conquistou espaço próprio no calendário nacional.
O “terror” que movimenta o comércio
Entre 2023 e 2024, o movimento do comércio ligado às celebrações do Halloween cresceu de 15% a 20% e chegou a cerca de R$ 3,7 bilhões, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em 2025, a alta atingiu em torno de 34% nas vendas de produtos da data. O ritmo varia de um ano para outro, mas a direção se mantém: para 2026, a Associação Brasileira de Artigos para Festas (Abrafest) projeta mais 12%.
Quem entrou na festa
Em 2025, um em cada três brasileiros disse que pretendia comemorar o Halloween, segundo pesquisa do Globo. Nas classes A e B, o índice chega a 50%, e o público mais engajado tem entre 18 e 34 anos. Crianças e adolescentes também esperam a data: seis em cada dez menores de 18 anos dizem aguardá-la com muita ou bastante vontade, de acordo com estudo da Kidscorp. Fantasiar-se é a atividade mais citada por esse público, à frente de comer doces e decorar.
Do quintal ao parque temático
A data também virou programa nacional, por exemplo, a Hora do Horror, do Hopi Hari, em Vinhedo, completa 25 anos em 2026 e é o evento que reúne os maiores públicos do parque ao longo do ano. Em Sorocaba, o Trem de Halloween sai da Estação Paula Souza na noite de 31 de outubro rumo a uma visita guiada por lanternas à antiga Fábrica Santa Maria.
Um Halloween com sotaque brasileiro
Mesmo com esse crescimento acima relatado, cabe frisar que 37,7% das crianças e adolescentes brasileiros ouvidos pela Kidscorp responderam não se familiarizar com a celebração de Halloween, maior índice em comparação com Argentina, Chile, Colômbia e México.
Por aqui, em âmbito de conhecimento, o dia 31 de outubro se lembrar o Dia do Saci, data proposta para valorizar o folclore nacional, e o feriado de Finados vem logo depois, em 2 de novembro. No México, os mesmos dias são tomados pelas cores do Día de Muertos, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Outubro virou uma boa oportunidade para observar como cada cultura lida com o medo, a fantasia e o culto a ancestralidade. O DRI já entrou nesse clima outras vezes, inclusive com o Halloween Solidário, que em 2024 trocou doações de alimentos e doces por fotos temáticas no campus. Para continuar no assunto, reunimos os conteúdos anteriores:
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Fontes: CNC, Globo (Sales Excellence Insights), Abrafest, Kidscorp, Hopi Hari, Movimento de Preservação Ferroviária Sorocabana, Mercado & Eventos e UNESCO.







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