
Da Engenharia Elétrica ao universo da estratégia e crescimento empresarial, o Alumni (ex-aluno) da UniFacens Luis Gustavo Lima, mais conhecido como LG, construiu uma trajetória marcada pela inquietação, visão analítica e busca constante por transformação.
Atualmente à frente do VETOR, empresa voltada ao desenvolvimento estratégico de negócios, ele atua ajudando empresas e líderes a estruturarem crescimento, alinhando execução, tecnologia e desenvolvimento humano. Mas antes, ele passou por empresas nome como CIMED, Natura e IBM.
LG voltou ao Campus e compartilhou com a gente um pouco dos aprendizados da jornada empreendedora, os desafios do mercado e como a formação na UniFacens contribuiu para desenvolver a visão estratégica que aplica hoje nos negócios.
Como começou sua trajetória no empreendedorismo? Houve algum momento específico em que você percebeu que queria construir algo próprio?
LG: Minha trajetória no empreendedorismo começou muito mais pela inquietação do que por um plano estruturado. Sempre tive dificuldade em aceitar processos ineficientes, desperdício de potencial e empresas que cresciam sem direção clara.
Ao longo da carreira, trabalhando em grandes empresas e liderando projetos de transformação, percebi algo que se repetia constantemente: muitas empresas tinham produto, mercado e pessoas talentosas, mas faltava alinhamento, execução e visão estratégica para sustentar o crescimento.
O momento em que entendi que queria construir algo próprio foi justamente quando percebi que poderia gerar mais impacto ajudando empresas e líderes a crescerem de forma estruturada, conectando estratégia, execução, tecnologia e desenvolvimento humano. Foi daí que nasceu o VETOR.
Hoje você atua diretamente com crescimento de empresas e estratégia. O que mais te atrai nesse universo?
LG: O que mais me atrai é a possibilidade de transformar potencial em resultado real.
Muitas empresas sabem onde querem chegar, mas poucas conseguem criar um sistema de crescimento consistente. Estratégia sem execução vira apresentação. Execução sem estratégia vira caos operacional.
O que me move é justamente ajudar empresas a organizarem crescimento, desenvolverem liderança, criarem clareza e destravarem performance. Gosto muito da combinação entre visão estratégica, comportamento humano, tomada de decisão e construção prática de negócios.
Quando você olha para a sua trajetória profissional, quais conhecimentos ou experiências vividas na UniFacens percebe que ainda carrega no dia a dia?
LG: A UniFacens teve um papel importante na construção da minha mentalidade analítica e prática.
Uma das coisas que mais carrego até hoje é a capacidade de conectar teoria com aplicação real. Durante a graduação, aprendi que conhecimento só gera valor quando consegue ser transformado em solução prática.
Também levo comigo a importância da multidisciplinaridade. No mundo dos negócios, os problemas não vêm separados em “caixinhas”. Estratégia, tecnologia, gestão, pessoas e inovação estão totalmente conectados.
De que forma a formação na UniFacens contribuiu para desenvolver a visão estratégica e empreendedora que você aplica hoje?
LG: A formação contribuiu principalmente para desenvolver pensamento crítico e capacidade de adaptação.
O mercado muda rápido, a tecnologia muda rápido e os negócios mudam rápido. Mais importante do que decorar conteúdo é aprender a resolver problemas complexos, trabalhar em equipe e desenvolver capacidade de aprendizado contínuo.
A UniFacens ajudou a construir essa base. Além do conhecimento técnico, existia um incentivo muito forte para pensar de forma prática, inovadora e orientada à solução.
Existe alguma experiência prática, projeto ou desafio vivido durante a graduação que ajudou a moldar sua atuação profissional?
LG: O que mais me marcou foi perceber, ainda durante a graduação, que os melhores resultados normalmente aconteciam quando existia colaboração entre pessoas diferentes, com visões complementares.
Projetos, apresentações e desafios em grupo ajudaram muito no desenvolvimento de comunicação, liderança e tomada de decisão sob pressão, habilidades que hoje fazem parte do meu dia a dia liderando projetos estratégicos e ajudando empresas em processos de crescimento e transformação.
Quais foram os maiores aprendizados, e também os maiores desafios, da sua jornada empreendedora até aqui?
LG: O maior aprendizado foi entender que crescimento sustentável depende muito mais de execução consistente do que de ideias brilhantes.
Também aprendi que liderança tem muito mais relação com clareza, alinhamento e capacidade de formar pessoas do que apenas conhecimento técnico.
Já os maiores desafios foram lidar com incerteza, pressão e tomada de decisão em ambientes complexos. Empreender exige maturidade emocional, resiliência e capacidade de continuar avançando mesmo sem todas as respostas prontas.
Muitos empreendedores falam sobre crescimento, mas poucas empresas conseguem crescer de forma sustentável. Na sua visão, o que diferencia negócios que realmente conseguem evoluir?
Na maioria das vezes, o que impede o crescimento não é falta de oportunidade, mas falta de estrutura.
Empresas que crescem de forma sustentável normalmente conseguem alinhar cinco pilares:
- visão clara,
- liderança forte,
- cultura de execução,
- capacidade de adaptação,
- e tomada de decisão baseada em dados.
Além disso, existe um fator muito importante: foco. Muitas empresas morrem não por falta de potencial, mas por excesso de dispersão.
O empreendedorismo exige muito emocionalmente. Como você lida com pressão, incertezas e responsabilidade no dia a dia?
Hoje entendo que pressão faz parte do processo de crescimento.
O que ajuda é desenvolver clareza mental, priorização e inteligência emocional. Nem todo problema precisa ser resolvido no mesmo momento, e nem toda urgência é realmente importante.
Também acredito muito na importância de construir equilíbrio e ter momentos de reflexão. Empreender exige energia, mas exige principalmente consistência emocional para tomar boas decisões no longo prazo.
Que habilidades você acredita que os universitários precisam desenvolver hoje para se destacarem no mercado, especialmente quem sonha em empreender?
Além do conhecimento técnico, existem habilidades que se tornaram fundamentais:
- comunicação,
- pensamento estratégico,
- capacidade analítica,
- adaptabilidade,
- inteligência emocional,
- e execução.
Também acredito que a combinação entre tecnologia, negócios e comportamento humano será cada vez mais valiosa. Hoje, quem sabe aprender rápido e se adaptar rápido tem uma vantagem competitiva enorme.
E existe uma habilidade que considero decisiva: capacidade de transformar conhecimento em ação.
Se pudesse voltar à época de estudante, que conselho daria para si mesmo naquele momento?
Eu diria para não ter tanta ansiedade em “ter todas as respostas”.
No começo da carreira, a gente acha que precisa ter tudo planejado, mas muitas das melhores oportunidades surgem justamente no movimento, na construção e na experiência prática.
Também diria para investir mais cedo em networking, comunicação e desenvolvimento pessoal. Competência técnica abre portas, mas relacionamento, visão e capacidade de execução aceleram trajetórias.






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